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terça-feira, 17 de maio de 2011

nunca, nunca!


Nunca fui seguro, confiante ou forte. Nunca fui um óptimo amante ou namorado. Nunca fui um amigo perfeito nem um irmão especial. Nunca fui uma criança completamente feliz. Nunca fui um milhão de coisas que gostaria de ter sido, mas nunca desisti de o ser. Nunca actuei, menti deliberadamente para mostrar ser quem não sou. 
Nunca me achei bonito, simpático ou importante. Nunca gostei de muito sol nem de muita chuva. Nunca bebi café por uma palhinha e nunca bebi uma coca-cola por uma colher. Nunca mudei radicalmente de penteado ou de estilo. Nunca me entreguei completamente e nunca, em toda a minha vida me senti completamente feliz, até hoje!

Mais uma vez, algo muda na minha vida, e aprendo com o tempo que o sobrecarregado nunca vai desaparecendo graças a alguém que me ama, verdadeiramente, e que sei que ao meu lado fará com que seja e sinta tudo o que nunca fui e senti e que desfaça todos os nuncas que alguma vez colocaram na minha vida.

Na realidade são poucos os que me conhecem, e são muitos o que pensam conhecer-me. A verdade é que seria uma centena de pessoas se fosse necessário para fazer alguém feliz. Apesar de tudo sei que o melhor de mim não está nessas personagens, e isso eu não consigo esconder.

Infeliz? NUNCA!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

I'm back. aka: efemeridade

querido blog, voltei.

E foram alguns meses sem escrever no meu cantinho. Meses onde comecei um outro projecto, ser feliz. E tratei de sê-lo, feliz como não tinha sido anteriormente. Vivi nestes meses mais do que vivi em anos. Vivi os momentos mais intensos, ao lado das pessoas mais verdadeiras. Perdi mais do que achava ser capaz de perder e ganhei muito mais do que perdi.
Morri imensas vezes e sobrevivi o dobro. Senti na pele todos os arrepios de um filme de acção ao perder-me no corpo de alguém. Viciei-me em determinados cheiros e em (simples) momentos. 
Parei (finalmente) para respirar. Parar não significa abandonar o amor. Mas entristece-me pensar no momento em que talvez um dia deixe de acreditar nele. Como será adormecer a primeira vez sem te ter comigo? Como será olhar para todas as memórias e saber que realidade são isso: apenas memórias? 
Não sei se estarei preparado para perder alguém. É isto que torna amar complicado. Quando estás mal esperas que algo reconfortante surja, quando estás feliz esperas pelo mal que se aproxima (talvez) no horizonte da felicidade. Agora sim, apesar de só querer viver, procuro o real significado da vida.
outra etapa.